quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Trauma de infância (Parte II)

Bem, como está no título esse post é para contar sobre mais um dos meus milhares traumas de infância (e talvez até os mais recentes) e dessa vez o assunto é (imaginem uma musiquinha de suspense no fundo): BARATAS! Na verdade era para ser de insetos em geral (menos louva-Deus), mas o que mais traumatizou foram as baratas.
Então, tudo começou em uma noite como outra qualquer quando eu era bem pequena (é mais fácil fala mais nova já que eu sofro de um pequeno problema de altura que me faz ter que aguentar piadinhas do meu próprio pai sobre o meu tamanho de leprechaun) e não consegui durmir por causa de algum pesadelo realmente macabro (ou não) que me fez acordar chorando e ir dormir com os meus pais.
Como sempre, minha mãe mandou ir ao banheiro para não ocorrer nenhum “acidente” durante a noite (para ver como ela é compreensiva, eu to lá morrendo de medo de um pesadelo e ela me manda ir ao banheiro para não fazer xixi na cama dela) e eu fui, claro, até parece que eu ia volta pro meu quarto pra passa a noite sozinha lá, e quando chego lá (musiquinha de suspense novamente) lá está ela: A barata.
Eu olhei para ela e ela para mim, as anteninhas dela (claro que é dela, eu não tenho antenas) se mexeram de modo desafiador, um minuto de silencio, nós duas continuávamos imóveis (ainda olhando uma para a outra) quando ela saiu correndo em direção ao meu pé. No desespero só consegui gritar e pular encima do pé do meu pai.
E depois disso, tudo ficou escuro (não, eu não morri, nem desmaiei apenas não me lembro do que aconteceu depois, então coloquei isso pra parecer mais dramático).
Isso é só o começo do trauma, depois veio o pesadelo de que duas baratas mutantes maiores que eu me perseguiam até me jogarem de um penhasco (não estou inventando, eu realmente sonhei isso). Teve a vez que eu fui ao banheiro e quando eu acendi a luz senti uma coceirinha escorregando (sim, como se eu fosse um escorregador) pelo meu braço e caindo na pia (reação: chorar, gritar, tentativa de suicídio por ter encostado nesse bichinho horrendo). Depois teve a vez em que eu fui abrir a porta de casa e, novamente, fui usada como um escorregador (acho que vou seguir carreira como escorregador de baratas, eca).
E cada vez parece piorar mais. Talvez seja o destino, morrer enlouquecida por baratas...

Um comentário:

  1. -raxando de rir-
    Escorregador de baratas ahn? É thais, você parece ser A Escolhida para os trabalhos mais sisnistros e bizarros da galáxia.
    Desejo-te uma ótima sorte.
    Creio que irá precisar.
    A parte do encontro com a barata me lembrou do video do 'Monstrin' eridemais

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