Meus pensamentos iam e vinham a mil enquanto todo o resto do mundo parecia que tinha sido congelado. Ele continuava parado na minha frente à espera de que eu lhe dissesse o motivo de tê-lo chamado ali, no armário do zelador. Eu continuava tentando criar coragem para dizer e, ao mesmo tempo, tentava recuperar o controle do meu corpo que parecia não responder aos comandos de meu cérebro.
Mas esse silencio incômodo não durou muito, porque, logo em seguida, ocorreu o momento mais feliz e confuso e lindo e sei-lá-mais-o-que da minha vida. Ele simplesmente se curvou e me beijou. Sim, ele me beijou.
- James- Sussurrei.
-Shhhhh- Foi sua única resposta (se é que podemos chamar assim) enquanto ele se apressava em acabar com o espaço que havia entre nós e voltava a me beijar.
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