Era uma tarde qualquer de março, eu estava sentada embaixo de uma árvore do parque, lia pela milésima vez O Retrato de Dorian Gray, até que meus olhos notaram o caramanchão que se encontrava alguns metros à frente.
Tentei ignorar ao máximo, mas as lembranças voltavam com toda a força em minha mente. Simplesmente era mais forte que eu.
Em instantes imagens tomaram conta da minha cabeça, não pensava em mais nada a não ser nele, e em tudo o que passamos juntos. Todos os beijos, os abraços e as declarações que trocamos.
Já fazem quatro meses e ainda não entendo o que houve conosco, em um momento dizíamos que nos casaríamos e no outro, no outro nem nos cumprimentávamos mais.
Ah, como eu queria poder voltar para dezembro e fazer tudo diferente.
Adolescência cliché essa sua. Posar de intelectual falando sobre Dorian Gray e amores como se tivesse culhões para tal.
ResponderExcluirEu gostei , acho que escreve muito bem , mesmo não sendo textos tão intelectuais . E o importante é se você escreve o que você de fato sente .
ResponderExcluir