segunda-feira, 21 de junho de 2010

Post sem titulo 1 =X

E novamente eu estava ali, sentada no banco mais afastado de um parque também afastado e que, depois de tempos de glória, agora era monótono e abandonado.

Nada naquele lugar parecia ter vida, a não ser quando alguns pássaros passavam voando ou quando o vendo balançava as folhas das árvores criando uma trilha sonora um tanto quanto dramática, tornando aquela cena mais dramática ainda.

Olhava fixamente para a grande gaiola vazia– que há alguns anos abrigava belos pássaros com penas dos mais diversos tons e que cruelmente havia sido abandonada após a inauguração de um Shopping Center a alguns quarteirões daqui – enquanto pensamentos pulavam de um lado para o outro em minha mente, totalmente bagunçados e confusos. Tentei pensar em outras coisas na esperança de conseguir esquecer aquele assunto, que ultimamente vinha sendo o grande causador de todos os meus problemas.

Falhei.

Por que aquilo tinha que acontecer? Estava tudo indo tão bem, não entendo como, de repente, tudo possa ter desmoronado encima de mim. Talvez eu devesse ter feito exatamente o que eu pensei no principio, talvez não desse tudo errado. Mas não, eu tinha que abrir minha maldita boca para pedir conselhos.

Senti que uma lágrima estava prestes a cair. Usei todo o meu auto-controle para conte-la. Eu sabia que se, por acaso, alguma lágrima caísse não haveria como evitar a cachoeira que viria em seguida.

Isso, respirar fundo, expirar com calma.

Consegui manter a pequena lágrima segura dentro dos meus olhos e tentando não voltar a pensar naquilo, levantei os olhos até enxergar parte do céu.
Já estava escurecendo, não faço ideia de quanto tempo fiquei aqui, mas me lembro que quando cheguei, tentando controlar a raiva e as lágrimas, o céu parecia mais azul do que nunca, um azul realmente puro e lindo.

Acho que desde que eu me sentei nesse banco não me movi nenhuma vez - nem para tirar a franja que havia escorregado para cima do meu olho direito. Acredito que só notei o tempo em que fiquei sem se mexer, absorvida em lembranças e pensamentos, quando finalmente comecei a analisar tudo o que estava a minha volta, todos os pequenos detalhes.

Até que meu coração deu um salto.

Não conseguia mais tirar os olhos de um ponto em específico.

Ele estava atravessando a rua e vindo para a praça, exatamente na minha direção.

E foi aí que eu tive a certeza de que, se aquela cena seguisse como eu sempre imaginei, eu teria um infarto ali mesmo. No banco de uma praça perdida no meio do nada, e o pior, na frente dele.

3 comentários:

  1. e o coraçãozinho aguentou?

    vai saber se ele não imaginava exatamente a mesma cena, com ela infartando no final. que romântico *-*

    (e se ele não imaginava, espero realmente que tenha um médico por perto...)

    adorei o ano novo do emo. sim, voltarei sempre =)

    ResponderExcluir